terça-feira, 18 de março de 2008

Comentando sobre o incomentável

Hoje ocorreram as apresentações dos trabalhos de IMC.

Engraçado como momentos que teoricamente existem para propiciar aprendizado e entendimento podem se tornar, conforme a vontade de pessoas que não sabem como se portar, ou não sabem como agir quando precisam se promover, ou quando precisam mostrar suas qualidades, momentos traumáticos e difíceis de compreender.

A linha tênue entre fazer aparecer as próprias qualidades e mostrar os defeitos que os outros têm pode ser praticamente irreconhecível. Essa difícil percepção faz com que alguns tirem proveito da situação para prejudicar seus colegas quando, na verdade, não é essa a alma do negócio.

É claro que a questão não é de falta de escrúpulos, porque mesmo a menos escrupulosa das pessoas pode ter brios pra saber qual o papel das liberdades que, muito raramente, nos são dadas.

Façamos uma análise:

1- O aluno foi instigado pelo professor a fazer perguntas a seus colegas, sabendo que essas perguntas poderiam prejudicar o andamento das apresentações, assim como prejudicar o relacionamento diário dos alunos.

2- Os grupos foram bombardeados por seus colegas com todos os tipos de perguntas, muitas vezes sem resposta ou inúteis.

3- Os grupos que estavam apresentando foram prejudicados; e os grupos que não iriam apresentar acabaram tirando proveito da situação pra dar um empurrãozinho e fazer com que seus trabalhos (com uma semana a mais de tempo para consertar os erros) parecessem melhores.

4- Uma pergunta: é justo? É justo piorar a situação de alguns para obter algum tipo de vantagem? É justo se ater a detalhes inverssímeis quando o que interessa já havia sido julgado pelo grupo e o que não foi dito não precisava realmente ser dito?



All in all, a questão nem é de justiça. A questão é de honestidade, hombridade e senso de comunidade.

A resposta a todas as observações feitas até agora pode ser: "Somos competitivos". Mas, por favor, não se confunda competitividade com falta de ética. Também não se confunda competitividade com oportunidade de prejudicar o próximo.

Detalhes são sempre perceptíveis pra quem quer saber que eles existem. O ponto não é geral, mas para alguns que desde sempre se mostraram a fim de atropelar seus companheiros e mostrar uma auto-imagem que não é nada do que aparenta. Exemplos: comparações, palpites, observações, e, principalmente, comentários e muita prestatividade. É claro que que corro o risco de não estar sendo compreensivo, mas procuro entender tudo pelos mais variados pontos de vista e a conclusão a que acabo chegando é sempre a mesma. Como não cito nomes, não me preocupo - por hora - em me desculpar por estar sendo injusto em meus julgamentos.

Meu objetivo não é criar uma polêmica desnecessária, nem nada parecido. Meu objetivo é fazer com que os demais grupos percebam que, às vezes, o uso de certos artifícios não é tão eficiente e pode - com toda a certeza - piorar situações muito graves. Meu objetivo é, com efeito, trazer à tona um conceito de companheirismo esquecido pelos que assistiam aos trabalhos no dia de hoje.

Espero que espisódios como o de hoje não sejam mais repetidos e que pessoas - das quais não cito o nome pelo mesmo motivo que posto nesse blog: ética - tomem, a partir de agora, uma postura de cidadão de bem, consciente de seus atos e de seu papel modificador do mundo e da realidade (que tem com próximo o mesmo que espera dele: uma atitude HUMANA).

Problemas como os aqui apontados poderiam ter sido evitados se uma avalição prévia das consequências da liberdade que nos foi dada tivesse acontecido. Por isso, é míster que todos saibam agir como Homens - não apenas como homens (com "h" minúsculo).

Meu nome é Thúlio Michilini, e espero sinceramente que as opiniões contidas nessa postagem sejam compreendidas- e não sejam interpretadas de modo a gerar conflitos-brigas, e que não sejam vistas por algumas pessoas como mais uma oportunidade para a propagação de uma falsa imagem.



Desde já, obrigado

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